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Concursos públicos: o que esperar de 2017

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A redução do orçamento destinado à realização de concursos públicos em 2017 e dos salários referentes a alguns cargos da máquina pública, estão previstos na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 aprovada pelo Senado no dia 29/11/16. A proposta tem preocupado concurseiros de todo o Brasil, pois acabará aumentando a concorrência uma vez que o número de vagas disponíveis será menor.

Porém, para o professor da LFG, Nestor Távora, o que se percebeu em 2016 é que, apesar de não haver perspectiva de aumento de vagas, os órgãos se viram obrigados a abrir concursos públicos pensando nas aposentadorias, o que provocou a abertura de certames tanto nacionais, como da Receita Federal, quanto regionais, casos do Tribunal Regional Eleitoral, do Tribunal de Justiça, entre outros. “Os órgãos precisam continuar operando por conta das aposentadorias. Isto é um bom motivo para manter ativa a programação de quem está se preparando para a carreira pública no próximo ano”, explica Távora.

Além disso, o especialista explica que a preparação para os concursos públicos de 2017, assim como nos anos anteriores, deve ser realizada pensando no médio prazo e, por isso, o concurseiro deve continuar surfando ondas boas de tempos em tempos. “Não é indicado estudar apenas quando o concurso abre. A preparação com bastante antecedência é sempre mais recomendável, podendo ampliar as chances de aprovação. Não pare seus estudos por conta das reduções de recursos públicos destinados aos concursos”, aconselha Távora.

Outro ponto proposto pela PEC 241 é a redução dos salários pagos para cargos públicos. Segundo um levantamento realizado por Nelson Marconi, professor de economia da FGV e PUC-SP, empregados da área pública ganham mais do que os da iniciativa privada em todos os níveis de escolaridade. Entre os que têm ensino médio, essa lacuna era, em média, de 44% no ano passado.

Mas a coordenadora de pesquisas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Patrícia Pelatieri, pondera que o funcionalismo público federal não é homogêneo e acredita ser injusto generalizar que toda a máquina pública oferece altos salários.

Segundo a pesquisadora, sem espaço para o crescimento da folha de pagamento e com as sanções previstas na PEC 241, a imposição do teto de gastos da União deve levar à redução do número de funcionários públicos, o que poderia afetar ainda mais a qualidade dos hospitais e escolas do país.

Enquanto aguardamos a definição sobre a PEC 241, não se esqueça: foco na preparação!


*Conteúdo produzido pela LFG

 

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