Atendimento Blog Acontece

Blog Acontece

A LFG acredita que uma boa apresentação vai além dos materiais didáticos; por isso, disponibiliza um portal de conteúdos completo para você se aprofundar ainda mais.

Maioria dos diplomatas é formado em Direito

LFG - Maioria dos diplomatas é formado em Direito, formação acadêmica diplomatas

 

O Instituto Rio Branco está realizando um concurso para selecionar 30 profissionais para o cargo de diplomata. São quase 5 mil inscritos interessados na remuneração de R$ 15 mil por mês. O resultado da primeira fase já foi divulgado e no dia 17 de setembro inicia-se a segunda de três etapas restantes.

Os testes avaliam principalmente conhecimentos em língua portuguesa, história do Brasil, geografia, política internacional, língua inglesa, noções de economia e noções de direito e direito internacional público, assim como língua espanhola e língua francesa. Entre os pré-requisitos para concorrer estão a necessidade de ter as obrigações eleitorais e militares cumpridas corretamente, assim como ter um curso superior completo e ser um brasileiro nato.

Apesar de atualmente haver uma presença maior de profissionais formados em relações internacionais e comunicação – com ênfase em jornalismo e/ou relações públicas –, dados do IRBr revelam que cerca de um terço dos profissionais é formado em Direito.

O diplomata José Amir da Costa Dornelles (63), com 39 anos de experiência, conta que optou pelo curso de Direito porque acreditava ser o mais compatível com o concurso do IRBr. “Fiz essa escolha ainda muito jovem, aos 15 anos de idade, e em Porto Alegre não dispunha de mais informações sobre a carreira. Porém, me lembro de ter um grande desejo de viajar e conhecer outros povos e culturas”, conta Dornelles.

O profissional acredita que as características básicas para um diplomata devem incluir disciplina, espírito de serviço público, respeito à hierarquia, disposição para viver longe do Brasil e, para facilitar as coisas, certo grau de curiosidade por outras culturas e costumes. Além disso, capacidade para o fácil aprendizado de línguas estrangeiras sempre ajuda. “Minha principal dica aos candidatos à carreira é que procurem identificar em si mesmos o maior número de características acima mencionadas”, aconselha o diplomata.

Já Gustavo Westmann (37), formado em Direito pela Universidade de São Paulo e em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, conta que sempre teve mais interesse pela área de humanas e enxergou no Direito um curso completo, que lhe abriria portas ainda que a carreira jurídica não fosse seu objetivo de vida, o que de fato acabou acontecendo. O profissional já atua como diplomata há nove anos e meio. ”A escolha foi acertada, pois obtive experiência de vida e estudei matérias que me deram acesso a novos horizontes”, conta Westmann.

O profissional destaca alguns pontos da profissão que acredita ser positivos e negativos. Positivos: conhecer novas culturas, aprender idiomas, viajar para lugares antes inimagináveis, ter amigos em diversas partes do mundo, representar seu país, conseguir negociar acordos internacionais, participar de grandes conferências internacionais, conhecer autoridades e estar perto do centro das decisões. Negativos: viver longe dos amigos e da família, viver em lugares com diferentes tipos de adversidades, desempenhar tarefas nem sempre relacionadas ao imaginário sobre a atividade diplomática, lidar com algumas burocracias e até morosidade.

 

*Conteúdo produzido pela LFG

Assine nossa newsletter!

Recomendamos para você: