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É possível prestar concursos em 2017

LFG - É possível prestar concursos em 2017

 

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017, publicada em janeiro, prevê o preenchimento ou criação de 21.973 cargos nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. As vagas são para concursos públicos em andamento ou já autorizados e devem ser preenchidas até dezembro.

Um dos motivos para a oferta das vagas foi a reforma previdenciária, que fez com que muitos servidores pedissem aposentadoria no final do ano passado, gerando déficit de funcionários no serviço público.

De acordo com Vanessa Pancioni, gerente acadêmica dos cursos preparatórios da LFG, há uma expectativa de aumento nos concursos públicos para os próximos 3 anos. “As principais razões são o fim do abono de permanência pago aos já aposentados e o receio da mudança de regras que podem surgir da Reforma da Previdência, anunciada pelo Governo Temer”, explica Pancioni.

Dos 637 mil servidores do Poder Executivo Federal, 105 mil já ganham abono de permanência, o que representa de 30 a 35% do salário. Projeta-se que, nos próximos 3 anos, mais de 200 mil servidores alcancem o abono de permanência, o que os deixarão em condições de se aposentar.

 

Oportunidades

O Fórum Nacional de Concursos Públicos, que ocorreu em Brasília, no fim de 2016, para discutir a perspectiva dos concursos públicos, apresentou os seguintes dados:

• A Polícia Federal tem 491 cargos de delegado vagos;

• Auditor do trabalho tem 847 vagas em aberto, em concurso aprovado em 2014 - hoje o Brasil tem 2.500 auditores apenas;

• O Banco Central tem déficit de 2.356 vagas em aberto, o que representa 36% do quadro;

Outros órgãos com falta de servidores são as agências reguladoras (2.434 vagas), Advocacia-Geral da União - AGU (739 vagas), Procuradoria da Fazenda Nacional (706 vagas), Comissão de Valores Mobiliários - CVM (37 vagas), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT (1.593 vagas) e Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM (1.178 vagas).

Ainda há chances em aberto na área da diplomacia, sendo 600 para assistente de chancelaria, 325 para diplomata e 1.076 para oficial de chancelaria. Já para a docência, o número de vagas chega a 27.903.

“O contraponto seria a PEC do congelamento das despesas do Estado. Porém, Sindicatos de funcionários públicos entendem que a não contratação das vagas abertas pode afetar a operação da máquina pública e, em último caso, até a arrecadação - no caso de não aparelhamento de pessoal em órgãos como o INSS e Receita Federal”, comenta Pancioni.

 

Preparação

A diminuição da oferta de empregos no setor privado deve acirrar a disputa por vagas em concursos públicos, já que a carreira proporciona estabilidade e bons salários. Por isso, o candidato deve iniciar sua preparação o quanto antes.

“A concorrência é muito grande, principalmente depois da crise. Se o candidato esperar a abertura das inscrições para começar a estudar, ele vai se decepcionar”, explica Vanessa Pancioni. “O concursando deve encarar os estudos como uma faculdade, ou seja, quatro anos de preparação para conseguir um emprego de qualidade”, finaliza.

 

Conteúdo produzido pela LFG, referência nacional em cursos preparatórios para concursos públicos e Exames da OAB, além de oferecer cursos de pós-graduação jurídica e MBA.

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