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Conheça a carreira do professor Rafael Dantas no Direito Penal

Conheça a carreira do professor Rafael Dantas no Direito Penal

O trabalho da Polícia Federal (PF) ganhou visibilidade no Brasil, principalmente após as investigações da Lava Jato. Quem está nesse ramo garante que a carreira é bastante promissora. Rafael Dantas, delegado da PF em São Paulo, comenta que, apesar dos desafios diários do cargo, sua área é vasta e tem oportunidade para todos os tipos de personalidade.

Dantas é também professor de Criminologia, Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Penal Especial da rede LFG. Ele se formou em Direito em 2001, passou por escritórios de advocacia, foi Procurador Federal e depois trilhou sua carreira na Polícia Federal. Começou trabalhando em Boa Vista (RR), onde atuou por um ano.

Após a experiência no Norte do país, retornou para São Paulo com a missão de investigar crimes fazendários na Corregedoria da PF. Atualmente, faz parte de uma força-tarefa especializada no combate e prevenção a crimes previdenciários.

O professor conversou com o Blog Acontece e deu mais detalhes sobre a sua trajetória profissional. Veja a seguir trechos da entrevista:


Era seu desejo atuar no mundo jurídico?


Sempre tive muita vontade de compreender o sistema de justiça. Até mesmo porque nunca me conformei com as injustiças perpetradas nesse país.


Seu projeto era trabalhar no setor público?

Sim. Sempre tive por objetivo atuar no setor público. É onde pretendia e pretendo empreender uma nova forma de trabalho, mais eficaz, democrática e transparente, de modo que o cidadão possa entender e controlar melhor as atividades do Estado, o qual deve servir as pessoas e não o contrário.


Que outros cargos ocupou antes de chegar à Polícia Federal?

 

De início estagiei em escritórios de advocacia e na prefeitura de Santo André, na Procuradoria Fiscal. Formado, atuei como advogado e logo ingressei como Procurador Federal, uma carreira na órbita da Advocacia-Geral da União.

Em 2002 fui aprovado no concurso para Delegado de Polícia Federal, um certame longo, com provas objetiva, dissertativa, exame médico, teste físico, exame psicológico, investigação social e a academia nacional de polícia.


Por que quis ser delegado da Polícia Federal?


Além de ser um cargo inerente ao sistema de justiça criminal, nele vi a oportunidade de aliar minhas capacidades técnico-jurídicas a um trabalho de campo mais abrangente, o qual exige certa capacidade física e rapidez de raciocínio.

Percebi a necessidade do trabalho da Polícia Federal no saneamento e na construção de um Brasil mais justo e moderno, livre de arraigados hábitos corruptos, com combate ao trabalho escravo, à pedofilia e ao racismo. As práticas financeiras desonestas não são mais toleradas, enfim, havia e há muito a fazer, para que esse vasto país seja (enfim) uma grande nação.


Como é o dia a dia à frente de seu cargo?


São múltiplos desafios diários, não existe rotina. As investigações são conduzidas por meio de inquéritos policiais, cujo conteúdo vem sendo paulatinamente modernizado pra fazer frente à moderna criminalidade que se impõe.

Enquanto em um processo há um rito a ser obedecido, na investigação policial as provas estão dispersas em diversos locais, com diferentes pessoas e em fontes múltiplas.

Por isso, é necessário coordenar instrumentos como a interceptação telefônica, buscas e apreensões, prisões, cooperações com outros órgãos e países. É necessário adotar o compliance [conformidade] policial, além de buscar soluções criativas, uma vez que é da natureza da criminalidade organizada se adaptar e suplantar os padrões persecutórios.


Quais as áreas de atuação da sua carreira?

 

A carreira de Delegado de Polícia Federal é bastante vasta em seu campo de atuação. Há lugar para todos os tipos de personalidade, no combate ao tráfico de drogas, na área de imigração, controle de segurança privada, crimes financeiros, tributários, previdenciários, meio ambiente, crimes eleitorais, questões indígenas e até mesmo internacionalmente.

É possível atuar como adido policial em outros países, desenvolvendo suas funções nos Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul, Argentina, dentre outros.


Do que você gosta mais em sua profissão?

 

Dos desafios, da necessidade de adquirir novos conhecimentos para fazer frente à criminalidade contemporânea, bem como a satisfação de sentir que os brasileiros estão satisfeitos e orgulhosos com o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal.


É difícil para passar em concurso público para Delegado da Polícia Federal?


Existem desafios, como aliar os conhecimentos teóricos à necessidade do preparo físico. Uma dica que recebi em um curso preparatório que frequentei na época me ajudou muito. O professor Guilherme Nucci me orientou a estudar indagando da seguinte forma: "Como um Delegado de Polícia Federal pode e deve agir frente a determinado instituto jurídico?" Com essa fórmula foi possível tornar os estudos mais direcionados, ágeis e eficazes.


Comente sobre seu método de dar aulas aos alunos da LFG.


Valho-me de minha experiência como concurseiro e como professor. Porém, sempre procuro estar próximo dos alunos, compreender suas dificuldades, entender seus sonhos, para elaborar conteúdos e aulas com linguagem simples e direta. Tento fazer com que eles estudem de modo mais eficaz e rápido para a aprovação em concursos públicos.


Que dicas dá aos alunos que querem seguir a sua carreira?

 

Nunca abandonar seus sonhos, suas pretensões profissionais e de vida. Esse é o combustível para garantir o ânimo e a disposição para os estudos.

É também muito importante desenvolver um método próprio de estudos, inspirado em pessoas que foram aprovadas, mas respeitando as peculiaridades de cada estudante.

Ter horários de estudos, adotar uma bibliografia que agrade e contar com um lugar onde se consiga desenvolver uma atenta leitura são aspectos práticos fundamentais.

Por fim, é preciso saber que existe um tempo em cada pessoa, em que há a adaptação a uma rotina profunda de estudos e de memorização de longo prazo.



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