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Entrevista com o professor Nestor Távora

LFG - Entrevista com o professor Nestor Távora

 

Nestor Távora, professor e coordenador dos cursos para concursos públicos da LFG, conta por que escolheu pela docência e resgata na memória seus maiores desafios, conquistas e percalços da profissão.

 

 

1. Quando o Sr. decidiu que queria se tornar professor?

 

Nestor Távora: Venho de família de professores e vivo a realidade pedagógica desde cedo. Sempre quis ser professor em alguma área, independentemente de qual fosse. Quando chegou a hora de fazer vestibular, optei por cursar Direito e Administração de Empresas.

 

No início da minha carreira como professor, lecionei em um curso preparatório em Salvador (BA) e depois vivi uma experiência em universidades. Em Minas Gerais e em São Paulo, já lecionava em um curso telepresencial que tinha alcance em todo o Brasil.

 

Desta forma, o ensino não apenas me fez realizado profissionalmente como também me possibilitou superar fronteiras.

 

 

2. Há quanto tempo leciona?

 

Nestor Távora: Trabalho como professor há aproximadamente 13 anos.

 

 

3. Como foi a sua primeira aula? Qual foi a sensação?

 

Nestor Távora: Comecei lecionando em curso preparatório, o que desde cedo me deu a oportunidade de ensinar de forma mais direcionada. Isto também me fez enfrentar a realidade do lado do aluno e preparar minhas aulas com base nessa experiência.

 

Pude, desta forma, aprimorar as aulas ao vivenciar o ponto de vista dos alunos, de acordo com cada faixa de aprendizado. A preparação para concursos preparatórios exige aprimoramento constante.

 

Como docente, posso dizer que tive uma grande satisfação profissional. A satisfação, aliás, é algo que precisa existir nessa profissão, uma vez que ela exige um grande comprometimento. É necessário preparo físico, emocional e alta concentração, assim como atualização diária e aprofundamento constante.

 

É claro que também enfrentei percalços. Muitas vezes tive que abdicar do tempo disponível, devido a provas aplicadas aos domingos, eventos preparatórios de véspera e, às vezes, apresentações públicas de comentários logo depois de cada concurso. Para um professor de curso preparatório, domingo é dia útil.

 

 

4. Qual é a melhor parte de ser professor?

 

Nestor Távora: Um dos principais pontos em atuar como docente é o contato e o acompanhamento dos alunos. Observar a preparação, o comportamento e os resultados das provas que eles fazem é um grande termômetro do trabalho feito pelo professor.

 

Torcemos pelos nossos alunos, mesmo de longe. E compartilhamos com eles todas as alegrias e tristezas. É fascinante ver como muitos alunos tratam a preparação para os concursos como um projeto de vida, o que muitas vezes envolve abdicação de convívio social, do tempo dedicado à família e de momentos de lazer. A vivência aluno-professor é constante.

 

 

5. Qual foi a maior dificuldade que o Sr. já enfrentou em sala de aula?

 

Nestor Távora: Acompanhar a rotina dos alunos, ao estudar e manter-se atualizado junto com eles, é um dos maiores desafios que enfrento no dia-a-dia como professor. A sala de aula exige hoje uma intensa atualização por parte do docente, inclusive das tendências seguidas pelas bancas examinadoras e dos perfis de cada concurso.

 

Ao mesmo tempo em que é prazeroso, por evitar que o professor permaneça numa zona de conforto, esse trabalho é também um grande desafio. É importante enfatizar que o professor também aprende muito, pois está estudando todos os dias e aprimorando-se constantemente.

 

 

6. O Sr. acredita que os professores também aprendem com os alunos?

 

Nestor Távora: Aprendemos com os alunos diariamente. Um dos pontos que me leva a reflexão diária é a persistência deles. O grau de dedicação e a devoção ao sonho impressiona. Em outro giro, a troca de experiências vivenciadas durante as provas mostra ao professor se as aulas estão, de fato, agregando valor aos alunos. Esse termômetro é importante.

 

Trata-se de um feedback que serve para aprimorar as aulas e faz enxergar oportunidades de melhorar a abordagem dos temas.

 

 

7. Quais conselhos o Sr. pode dar para quem pretende seguir a mesma profissão?

 

Nestor Távora: Não seriam bem conselhos, mas sim recomendações. A primeira delas é ter a carreira como algo que seja prazeroso. Ser professor é algo que exige uma dedicação enorme e um comprometimento integral.

 

É necessário que o professor, de fato, vivencie a profissão. Ele deve administrar diariamente um amontoado de emoções – dos alunos e dele próprio.

 

A segunda recomendação é estudar absurdamente. O professor é também um grande aluno. Deve aprender, estar atualizado e sempre buscar aprimorar a aula que leciona.

 

A terceira recomendação é pesquisar novos assuntos, rever as próprias aulas e conversar com os próprios alunos. Lecionar em cursos preparatórios não permite muita experimentação. Às vezes, vejo professores interrompendo prematuramente a profissão por não dimensionarem de forma adequada o tamanho do desafio.

 

A rotina é diferente da graduação, uma vez que os cursos preparatórios não envolvem nota e os laços formados com os alunos são distintos.

 

Enquanto na graduação forma-se o aluno, em curso preparatório a preparação é, na maioria das vezes, focada em uma determinada prova, o que faz da rotina em sala de aula mais dinâmica e intensa. É importante estar sempre preparado para enfrentá-la todos os dias.

 

 


*Conteúdo produzido pela LFG

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