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Concurseiro - Aprenda a lidar com a pressão familiar durante os estudos

LFG - Concurseiro - Aprenda a lidar com a pressão familiar durante os estudos

 

Em tempos de incerteza financeira o desejo de ser aprovado em concursos públicos aumenta e se torna a meta de milhares de brasileiros. Ser um funcionário público municipal, estadual ou federal traz diversas vantagens como a estabilidade financeira, plano de carreira e salários acima da média em comparação com os oferecidos pela iniciativa privada.

 

Com o aumento da concorrência, a dedicação e boa preparação do candidato é fator primordial para se diferenciar e conseguir passar nas provas, porém, aumenta também a pressão imposta por ele mesmo, pelos amigos e familiares quanto à conquista da vaga.

 

“O equilíbrio por parte do concurseiro e a dedicação para a possível aprovação em determinados concursos da sua escolha requer uma intensa concentração por parte do estudante. Dessa forma, a família poderá agir com resiliência e apoiar o estudante em sua escolha, motivá-lo constantemente, encarando as frustrações e fracassos como desafios que devem ser superados”, explica Reinaldo Queiroz, psicólogo, mestre em Ciências Humanas e coordenador do curso de Psicologia da Universidade Anhanguera.

 

 

DEDICAÇÃO PARA ALCANÇAR OS OBJETIVOS

 

Os concurseiros sabem que precisam focar muito nos estudos e, por vezes, deixam outras atividades de lado, como o convívio social com os amigos e com a família. Porém, de acordo com o especialista, é preciso ter cuidado para não exagerar e obter um efeito reverso do que se espera.

 

"Dedicação e disciplina são fatores essenciais para quem deseja passar em um concurso público, entretanto, é essencial que o candidato equilibre atividades de estudos com lazer. Dedicar-se exclusivamente aos estudos nem sempre funciona de forma positiva, pois pode desencadear algumas patologias, tais como enxaquecas, mau humor e até depressão", alerta o professor Reinaldo Queiroz.

 

 

EXPLIQUE A SITUAÇÃO PARA AS PESSOAS COM QUEM CONVIVE

 

Em primeiro lugar, os estudantes precisam considerar que quem não vive a situação dificilmente conhece a fundo a dinâmica interna do processo de estudos para a aprovação em concursos públicos. Por conta disso, essas pessoas podem ter uma visão irreal do que estamos fazendo e dos resultados que estamos obtendo.

 

Uma boa iniciativa é ter uma conversa sincera sobre os seus planos de fazer concurso público, a fim de mostrar de que forma a vida da família será transformada depois da aprovação, bem como as novas perspectivas que irão surgir.

 

Se a conversa for com os pais, fale sobre a construção da independência financeira definitiva, mesmo que demore um pouco. Se o papo for com o namorado(a), noivo(a) ou marido(a), explique a proposta de maior autonomia e melhoria no orçamento familiar. Já se a pressão vier por parte dos filhos, aponte para a construção de uma nova condição financeira para todos, exemplificando concretamente de acordo com a idade de cada um.

 

Aproveite o diálogo para alertar sobre as mudanças que acontecerão durante o período de preparação, sem criar falsas expectativas de tempo de aprovação, pois isso vai minimizar as frustrações.

 

 

COMUNIQUE SUA ROTINA DE ESTUDOS

 

Organizar a rotina, informar quais serão seus horários de estudo e horários livres também ajuda a reduzir a ansiedade da família e amigos, pois assim eles saberão quais serão os momentos oportunos para a convivência, mesmo que sejam mais restritos. Dessa maneira haverá menos chances de que te interrompam nos períodos inoportunos.

 

 

5 PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA LIDAR COM A PRESSÃO DURANTES OS ESTUDOS

 

 

1 - Amigos e familiares costumam pressionar os concurseiros no sentido de que consigam logo a aprovação. Como lidar com essa pressão?

 

Reinado Queiroz: É essencial que o candidato se mantenha tranquilo e motivado.

 

De nada adianta a família ou amigos fazerem pressão para que o indivíduo consiga ser aprovado no concurso, pois isso poderá desencadear ansiedade no estudante. Posturas de cobranças são extremamente prejudiciais em todo o processo de preparação e tendem a comprometer o ritmo dos estudos, a concentração e principalmente o equilíbrio emocional, intensificando o declínio de um bom desempenho, sobretudo, quando na realização da prova.

 

 

2 - Mesmo com pouco tempo de convívio social, amigos e familiares farão perguntas do tipo "como vai a rotina de estudos?" O candidato deve evitar conversas sobre estudos e provas ou encarar e falar abertamente sobre a fase que está passando?

 

Reinado Queiroz: O concurseiro deve, sim, falar abertamente sobre a fase que está passando com as pessoas que o apoiarão de maneira incondicional. Compartilhar alegrias e angústias é de grande valia neste momento.

 

Nada impede que o concursando converse com pessoas próximas de sua confiança, sobretudo, com aquelas prazerosas de estar junto e conversar sobre assuntos relacionados com os seus estudos. Quando isto for possível, deve-se aproveitar bem as ações e sugestões trazidas por elas.

 

O apoio e incentivo de amigos e familiares são extremamente importantes nesse momento, desde que as perguntas colocadas sejam de intuito cooperativo e não na intenção de cobrança.

 

 

3 - Depois de um certo tempo estudando, familiares e amigos tendem a ficar menos pacientes e mais críticos sobre as contínuas horas de estudo e ausências em momentos de lazer. Como lidar com esse tipo de pressão para não se irritar ou perder o foco nos estudos?

 

Reinaldo Queiroz: O candidato deve pontuar e reforçar, de forma clara e paciente, a importância que a realização daquele concurso tem para sua vida profissional e pessoal e o quão importante é o incentivo e apoio da família e dos amigos nessa fase.

 

O concursando deve se lembrar que necessita de esforços imediatos para alcançar objetivos de médio e longo prazo. Por isso, é importante manter a disciplina para os bons resultados dos seus estudos, pois os resultados dependem de sua total concentração.

 

Nesta esteira, a concentração é uma excelente fórmula da superioridade intelectual a qual se estende além do domínio cognitivo para formação integral de qualquer indivíduo. As relações afetivas saudáveis existenciais no contexto familiar e social são caminhos que, naturalmente, contribuem para a consequência de um bom preparo no processo de sua escolha.

 

 

4 - Existe a famosa pergunta que os concurseiros odeiam: "E aí, já passou?". Como lidar com essa pergunta e a pressão que virá caso o candidato não tenha sido aprovado no concurso que desejava?

 

Reinaldo Queiroz: O candidato não precisa falar sobre o concurso e a prova em si, mas aproveitar a oportunidade para abordar as experiências adquiridas e mostrar que a dedicação foi fundamental para os próximos concursos que virão.

 

Para os amigos e familiares, recomenda-se evitar a pergunta “e aí já passou?”, e substituir por “como você está?”. Isso é importante a fim de não soar como cobrança e sim como uma compreensão de que o processo é estressante, mas que acredita na capacidade do concursando e que cada um tem seu tempo.

 

 

5 - Se um candidato foi reprovado em um concurso público, quanto tempo deve levar para que ele supere a decepção e volte a se dedicar para a próxima prova?

 

Reinaldo Queiroz: Neste momento delicado há de se considerar que cada fase pode durar tempo variável e pode haver avanços e retrocessos em cada uma das fases. Ou seja, a pessoa pode estar na negociação e voltar para a negação porque todo luto é um processo flexível que depende de variáveis sociais e culturais.

 

Desse modo, é importante que as pessoas participantes próximas do concursando demonstrem apoio diante a ideia de reprovação, e não atitudes ou julgamentos que tendam a patologizar qualquer tipo de dor ou tristeza.

 

Reinaldo Queiroz é psicólogo, Mestre em Ciências Humanas pela Unisa e Doutorando em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É coordenador do curso de Psicologia e Clínica de Psicologia da Universidade Anhanguera.

 

 

 

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